A nossa falta de ação está nos custando caro demais
| La Mélancolie, Constance Marie Charpentie |
Enquanto observamos os inimigos da pátria, nossos e de Deus, nos perguntamos: que faremos? O que devíamos ter feito antes: tomar ação. Não iremos vencer nenhuma batalha continuando da mesma forma como estamos agora. Outro dia, creio que ontem, dei de cara com japonês questionando: se vos sois seguidores de Cristo, como podem ser tão miseráveis? Isso é também minha angústia há algum tempo. Por que somos tão miseráveis, fracos, omissos e preguiçosos? Não todos, é obvio. Estamos preocupados demais com nossos próprios umbigos. Isso me recorda da parábola do banquete do Rei no livro de Mateus: o rei preparou o banquete e disse aos servos para saírem e chamarem os convidados. Estes deram suas justificativas: um teve que ir ao campo; Outro, precisou ir cuidar do próprio negócio. Sinto que estamos dessa mesma forma, dando desculpas, nos justificando para não agirmos e fazermos algo para mudar o nosso entorno. E do outro lado os filhos das trevas, mais espertos que os ditos filhos da luz, saem as ruas, usam táticas de chantagem, usam propaganda, vão até onde podem para levar suas causas a vitória, sem medo de sujarem as mãos. Ocupam espaços, alastram suas ideias, convencem, estudam e seguem, como insetos atraídos pela luz artificial, seus ídolos com tamanha devoção e fé que deveríamos nos envergonhar de não fazermos o mesmo com os ensinamentos de Cristo, dos Santos, da Verdade e do que é a Tradição.
É certo que não podemos salvar o mundo, tão pouco muda-lo, mas deve haver algo de mínimo que possamos fazer. Não nascemos fora do tempo determinado por Deus para nossa salvação e ainda que isso possa ter acontecido a Providência não nos deixaria desamparados a ponto de nos desesperarmos de nossa retificação e perdão de nossas dividas ante a Justiça dos Céus. Como disse Theodore Roosevelt: faça o que pode, no lugar em que está, com o que tiver. A omissão está custando muito alto ao nosso presente e futuro. Nós somos o Sal do mundo, e se este perdeu seu sabor, do que ele serve?
Nos Estados Unidos o movimento Groyper se infiltrou dentro do partido republicano trazendo problemas as lideranças da velha política norte-americana. O movimento se deu conta de que não podem contar com carcaças que apenas pretendem seguir com o roteiro de sempre enquanto parasitam o país por todos os lugares e meios possíveis. Devemos nós tomar uma atitude semelhante. Estou cansado da piada de mau-gosto que são os nossos representantes no congresso e no senado. Iremos aturar mais quatros anos de Nikolas Ferreira apontando a hipocrisia da esquerda? Vamos suportar mais quatro anos de Lucas Pavanato fazendo mitadas na internet com um deboche e a intelectualidade de um garoto de 16 anos de idade? Mais quatro anos de traições ao nosso voto de confiança e de esperança? Eu não. Eu cansei. Estamos todos cansados dessa mesma dinâmica que se segue desde de 2018 com a eleição de Jair Bolsonaro. Tivemos nossa chance de expurgar o mal de uma vez por todas e o que fizeram? Se fizeram de paladinos da honra, da Fé, guerreiros da Democracia e perdemos a chance de romper para sempre com tudo que atrasa nossa nação e nossas vidas. Se não eles, quem? Nós e tão somente nós.
Os inimigos da nação, de Deus, do que é Verdadeiro e de Belo estão agindo, vamos apenas olhar e ver tudo ruir ante os nossos olhos? Devemos tomar ação, por mínima que seja. Procuremos solo fértil, plantemos a semente do reino de Deus, cuidemos dela e ela nos renderá frutos. Sejamos como os servos fieis e prudentes que tomaram seus talentos e renderam para o seu senhor. Não sejamos nós arvores que dão frutos selvagens ao dono da vinha. Façamos algo por menor que seja, pois foi em pequenos atos que Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face ouviu do próprio Deus-menino: por ti, eu criaria o Paraíso novamente.
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